Do comodismo ao ativismo

Tenho trinta e poucos anos e de um tempo pra cá, uso mais vezes a bicicleta do que o carro em meu trajeto diário de sete quilômetros para o trabalho.

Era fisicamente sedentário. De oito a dez horas sentado. Minha prostação seguia em casa em frente à tevê.

Mas, neste período, larguei o cigarro e passei a amar mais minha família. Ao invés do estresse acumulado de ficar preso no carro por horas em Porto Alegre, agora chego com a cabeça descarregada pelo exercício gratuito de minha nova rotina. Em vez de ver a novela, minha nova energia chateia a todos e juntos estamos nos divertindo mais.

No trabalho, reabilitei o chuveiro do vestiário para tirar o leve suor e começar o dia realmente revigorado, com a cabeça oxigenada pela pedalada matinal e pelas coisas que vejo no caminho.

Minha escolha pela bicicleta pouco tem a ver com ecologia, meio ambiente, poluição e causas sociais. Fiz por puro egoísmo. Foi pensando apenas em mim que optei pela bicicleta. Chego antes, mantenho uma rotina de exercícios, convivo mais com a cidade, não me estresso, etc, etc.

Criei esse blog para divulgar e incentivar o uso da bicicleta (e assuntos relativos) com humor e bastante crítica. A maioria das coisas que você ler e ver surgiram de conversas, dicas e colaborações de amigos que também usam a bicicleta. Também tem muita coisa refletida nos quarenta minutos diários de contato real com a cidade, seu trânsito, enfim, sua vida de fora da bolha do carro.

Se eu fizer bem a minha parte, servirei de exemplo.

Abraço,

Rafael Zart.

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